Opinião

25.04.2011

O uso indevido do espaço público

Espaço Público, poderíamos dirimir todas as dúvidas e imperfeições que giram em torno de alguns comportamentos indevidos e, na maioria das vezes, nocivo a toda sociedade.

Não podemos esquecer que vivemos em cidades, em casas e apartamentos, nos bairros, nas ruas e avenidas, nas calçadas, nas praças e parques, ou melhor, vivemos e convivemos em um grande espaço público, portanto, a convivência deve ser pautada pelo respeito aos direitos e obrigações de todos.

Os Espaços Públicos não pertencem a Partidos Políticos ou a nenhum político de plantão, que muitas vezes, afoito por aparecer ou para manter a imagem e garantir votos, prometem aquilo que não os pertence. Também não pertencem a qualquer funcionário público, que eventualmente autoriza indevidamente construções ou usos destes espaços para atender a interesses privados e comerciais, alterando o regramento natural da cidade e interferindo de maneira prejudicial na vida social das pessoas.

Em nossa região é comum o uso de Espaços Públicos para diversas finalidades e objetivos, como para a montagem de Parques de Diversões, Circos, Espaço para Shows e Eventos, entre tantos outros. Esperamos que o nosso Administrador Público possa tratar estas concessões com a maios  lisura e seriedade possível, e que as compensações sejam efetivamente direcionadas exclusivamente em prol da comunidade local.

O fato é que os Espaços Públicos pertencem à população, a qual tem todo direito de ser ouvida toda vez que se pretende fazer algum uso, alteração, alguma demolição ou construção, alguma modificação que, de modo direto ou indireto, possa afetar a vida das pessoas que ali residem.

Alguns moradores da cidade de São Paulo têm se organizado para defender seus direitos, o que é muito bem vindo numa sociedade democrática. Com isso, têm conseguido algumas vitórias frente a ações de pessoas que exploram indevidamente a cidade, assim como diante de administradores públicos que não zelam pelo bem que pertence a todos.

Portanto, somente conseguiremos viver numa cidade e bairro melhor quando, o real interesse das pessoas for respeitado. Não cabe mais aceitarmos e convivermos com situações e fatos que beneficiem poucos em detrimento de muitos, pois se hoje não pensarmos de maneira coletiva, dificilmente conseguiremos transpor estes obstáculos.

Magnelson Carlos de Souza.
magnelson@uol.com.br
 

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