13 de dezembro de 1968: AI-5 Nunca Mais - 13/12/2008
Há
40 anos, em 13 de dezembro de 1968, foi decretado o Ato Institucional
Número Cinco, o AI-5, retirando dos brasileiros, uma série de
liberdades, inclusive a de expressão. Iniciado com o golpe de 1964, o
regime militar já havia emitido outros decretos, porém o AI-5 é
considerado por historiadores, como o golpe dentro do golpe na Ditadura
Militar no Brasil. "
Adital - Passadas quatro décadas da Conferência de Medellín (26 de agosto a 07 de setembro de 1968), já dispomos de suficiente recuo histórico para aquilatar seu significado, medir o raio de sua influência e seus desdobramentos sociais, eclesiais e espirituais (1).
Alguns eventos grandemente prezados e festejados perdem, anos depois, seu brilho e vigor, enquanto outros se revelam fonte permanente de inspiração e renovação, "como árvore plantada junto a riachos, que dá seu fruto no tempo devido e cujas folhas nunca fenecem", (Sl 1, 3), na bela imagem do salmista.
UMA IGREJA COM ROSTO PRÓPRIO
Como o passar do tempo, cresceu a consciência de que em Medellín foi lavrada, num certo sentido, a ata de nascimento da Igreja latino-americana e caribenha, com rosto próprio e protagonismo eclesial, cheia de significado para si, mas também para as igrejas irmãs dos outros continentes, para a igreja particular de Roma e para a caminhada de outras igrejas cristãs. Medellín teve ainda grande impacto na vida dos cristãos comuns, de suas comunidades e pastorais e no panorama político e social do continente.
Propomo-nos salientar alguns aspectos de Medellín que continuam vigentes e influentes; examinar sua relação com as posteriores conferências gerais do episcopado latino-americano e caribenho, Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e, em especial, Aparecida (2007) e identificar os novos desafios colocados pela cambiante realidade do continente, do mundo e da igreja.
Adital - A busca de uma saída para a crise econômico-financeira mundial está cercada de riscos. O primeiro é que os países ricos busquem soluções que resolvam seus problemas, esquecendo do caráter interdependente de todas as economias. A inclusão dos países emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lógica neoliberal que garante a parte leonina aos ricos. O segundo é perder de vista as demais crises, a ecológica, a climática, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questão econômica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra: "nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções includentes" (Preâmbulo). O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulações existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusão de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual.
O problema não é a Terra. Ela pode continuar sem nós e continuará. A magna quaesto, a questão maior, é o ser humano voraz e irresponsável que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperação, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsáveis pelas decisões globais não considerarem a inter-retro-dependência de todas estas questões e não forjarem uma coalizão de forças capaz de equacioná-las aí sim estaremos literalmente perdidos.
Do lugar onde moro em São Paulo, tenho uma visão privilegiada da cidade, algo raro na capital paulista, cheia de prédios que roubam o horizonte. Desfruto, especificamente, de uma ampla visão em direção à região sudoeste. É uma bela vista, apesar de angustiante, especialmente nos dias de sol no inverno, quando uma espessa e sombria camada de fumaça escura paira rasante sobre a paisagem. O acúmulo da fumaça nesta época do ano é efeito da inversão térmica, fenômeno climático que dificulta a dissipação da poluição.
Quem sofre mais são as crianças e os idosos. A Organização Mundial da Saúde estima que, em todo mundo, mais de 1 milhão de crianças morrem por ano vítimas da poluição. Em São Paulo, 3 mil mortes anuais são atribuídas a doenças causadas pela péssima qualidade do ar. Esses números não levam em conta recentes estudos que mostram que a poluição do ar aumenta consideravelmente as chances de doenças cardiovasculares e derrames.
Nos últimos três anos, o tema "juventude" está presente cada vez mais em textos, documentos e artigos e é alvo de um número cada vez maior de programas e ações sociais. Centenas de projetos estão atualmente em andamento no Estado de São Paulo. E o público é grande: são mais de 7 milhões de jovens no Estado, ou seja, aproximadamente 18,3 % da população local.
Essa "movimentação social" enfrenta desafios ao mesmo tempo históricos e modernos. É estimulada principalmente por organizações da sociedade civil e por empresas que buscam ser socialmente responsáveis e nos revela que muitos resultados positivos estão sendo alcançados.
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